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terça-feira, 7 de junho de 2016

Contratos novos de aluguel voltam a subir em São Paulo

O Preço dos novos contratos de aluguel voltou a subir depois de uma sequência de quedas no ano.  Segundo dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), no mês de abriu, o preço do aluguel teve leve alta de 0,4% na Capital, frente ao mês de março quando o valor dos novos contratos caiu 0,90%.


Os imóveis que apresentaram a maior elevação na capital foram os de 1 dormitório, com variação de 0,7%, seguidos pelas residências de 2 quartos, com 0,40%, e 3 dormitórios, com 0,15%.
Importante salientar que trata-se do comportamento dos preços praticados no fechamento de novos contratos de aluguel. Não se trata de reajuste de contrato vigente
Nunca deverá ser utilizado como índice de reajuste de contrato de locação, e muito menos para despesas de condomínios.
Vila Mariana, Moema e Jardins têm preço do aluguel mais valorizado da Capital, em Abril
Os bairros da Vila Mariana, Moema e Jardins tiveram o preço do aluguel mais valorizado da Capital de São Paulo, no mês de abril.
De acordo com a pesquisa, nos bairros da área Sul – Zona A, como Jardins, Moema e Vila Mariana, têm nas locações de residências de 3 dormitórios faixa de valores por m² entre R$ 25,11 e R$ 32,73. Assim, um imóvel com área em torno de 150 m² na região tem o aluguel de R$ 4.909,50 a R$ 3.766,50
Por outro lado, um imóvel de 3 quartos na zona Leste B, em bom estado, possui aluguel por m² mais barato da capital, entre R$ 13,41 e R$ 15,77. Uma moradia de 90 m² nessa região tem sua locação entre R$ 1.206,90 e R$ 1.419,30.
Os dados estão dispostos em faixa de valores por metro quadrado, por número de dormitórios e por estado de conservação.
As informações estão disponibilizadas em valores por m² (área privativa de apartamentos e área construída de casas e sobrados) e estão organizadas em oito grandes regiões: Centro; Norte; Leste (dividida em duas zonas: a que corresponde à área do Tatuapé à Mooca; zona B – outros bairros dessa área geográfica, como Penha, São Miguel Paulista etc.); Oeste (segmentada em duas: zona A – Perdizes, Pinheiros e vizinhanças; zona B – bairros como Butantã e outros); Sul (dividida em duas sub-regiões: zona A – Jardins, Moema, Vila Mariana, dentre outros; zona B – bairros como Campo Limpo, Cidade Ademar etc.)
 Garantia
O tipo de garantia mais utilizado no período analisado foi o fiador, responsável por 46% das locações efetuadas. O depósito de até três aluguéis foi usado em 36% dos contratos, enquanto o seguro-fiança foi utilizado em 18% das ocorrências.

domingo, 5 de junho de 2016

Alta no preço dos imóveis no último ano é a menor desde 2013

Telhados de casas

Casas: imóveis sobem menos que a inflação e registram queda real de 8,23% em 12 meses

São Paulo – Nos últimos 12 meses encerrados em abril, o preço médio dosimóveis subiu apenas 0,21%, segundo o Índice FipeZap, que acompanha a variação nos valores de casas e apartamentos anunciados para venda em 20 cidades brasileiras. Essa é a menor alta em 12 meses já registrada pelo índice, que iniciou sua versão ampliada (com 20 cidades) em janeiro de 2013.
No mesmo período, a inflação medida pelo IPCA deve ficar em 9,19%, segundo a previsão do Boletim Focus do Banco Central. Isso significa que ao considerar o efeito da alta dos preços, o índice apresenta queda real de 8,23% em 12 meses.
A queda real é registrada quando o valor de um determinado bem tem uma alta inferior ao aumento generalizado de preços, medido por índices inflacionários, como o IPCA. Vale destacar que a variação real não é obtida com uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação.
Nenhuma das 20 cidades que compõem o índice registrou variação superior à inflação nos últimos 12 meses e em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife, Niterói e Distrito Federal houve queda nominal de preços (variação negativa) no período.
Abril
No mês de abril, o índice ficou praticamente estável, apresentando leve variação de 0,07%, sendo que sete cidades, dentre as 20 acompanhadas, apresentaram variação negativa no mês. Além disso, apenas duas cidades apresentaram altas acima da inflação: Curitiba e Vitória.
O valor médio do metro quadrado anunciado das 20 cidades foi de 7.619 reais em abril. O Rio de Janeiro  continua sendo a cidade com o metro quadrado mais caro do país (10.340 reais), seguida por São Paulo (8.623 reais). Já as cidades brasileiras com menor valor médio do metro quadrado foram: Contagem (3.544 reais) eGoiânia (4.261 reais).
Veja na tabela a seguir a variação dos preços dos imóveis à venda nas 20 cidades acompanhadas pelo índice FipeZap em abril, março e nos últimos 12 meses. A lista foi ordenada da maior para a menor variação em abril.
RegiãoVariação mensal/abril 2016Variação mensal/março 2016Variação em 2016Variação nos últimos 12 meses
Curitiba0,84%0,70%1,10%1,96%
Vitória0,80%0,49%0,80%6,09%
IPCA (IBGE)*0,53%0,43%3,16%9,19%
Porto Alegre0,52%0,29%0,62%2,63%
Salvador0,47%0,11%-0,52%0,50%
Belo Horizonte0,22%0,31%0,77%-0,38%
Distrito Federal0,19%0,02%-0,26%-0,54%
Campinas0,18%0,32%0,40%1,29%
Florianópolis0,16%0,66%2,74%8,54%
Santo André0,12%0,44%1,74%4,79%
Vila Velha0,08%0,15%1,18%3,50%
Índice FipeZap Ampliado (20 cidades)0,07%0,03%-0,03%0,21%
São Caetano do Sul0,07%0,04%0,83%3,40%
São Paulo0,06%0,01%0,20%0,77%
Contagem0,04%-0,24%0,09%0,94%
São Bernardo do Campo-0,03%0,04%0,26%1,28%
Recife-0,06%-0,42%-1,03%-1,21%
Fortaleza-0,14%-0,80%-0,80%2,55%
Santos-0,15%-0,21%-1,12%1,47%
Goiânia-0,16%0,47%1,23%2,74%
Niteroi-0,17%-0,31%-1,61%-2,86%
Rio de Janeiro-0,30%-0,18%-0,86%-2,87%
Veja na tabela abaixo o preço médio do metro quadrado anunciado em cada cidade em março:
RegiãoPreço médio do metro quadrado em abril
Rio de JaneiroR$ 10.340
São PauloR$ 8.623
Distrito FederalR$ 8.574
Média (20 cidadesR$ 7.619
NiteroiR$ 7.445
FlorianópolisR$ 6.470
RecifeR$ 6.023
São Caetano do SulR$ 5.894
Belo HorizonteR$ 5.882
FortalezaR$ 5.868
Porto AlegreR$ 5.560
VitóriaR$ 5.558
CampinasR$ 5.406
CuritibaR$ 5.373
Santo AndréR$ 5.226
SantosR$ 5.051
São Bernardo do CampoR$ 4.892
SalvadorR$ 4.697
Vila VelhaR$ 4.496
GoiâniaR$ 4.261
ContagemR$ 3.544
O Índice FipeZap tem dados disponíveis sobre São Paulo e Rio de Janeiro desde janeiro de 2008. Para Belo Horizonte, a série histórica começa em maio de 2009. Para Fortaleza, em abril de 2010; para Recife em julho de 2010; e para o Distrito Federal e Salvador, em setembro de 2010.
Entre as cidades incluídas mais recentemente na composição do Índice FipeZap Ampliado, os municípios do ABC Paulista e Niterói têm dados disponíveis desde janeiro de 2012. Vitória, Vila Velha, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba têm séries históricas iniciadas em julho de 2012. O índice FipeZap Ampliado foi lançado em janeiro de 2013.
O indicador elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site de classificados Zap Imóveis, acompanha os preços do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet, que totalizam mais de 290 mil unidades por mês.
Além disso, são buscados também dados em outras fontes de anúncios online. A Fipe faz a ponderação dos dados utilizando a renda dos domicílios, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Fonte: Priscila Yazbek - Exame.com

sábado, 4 de junho de 2016

Caixa Econômica aumenta para 70% financiamento de imóveis usados

Já para quem trabalha no setor público, valor pode chegar a 80%

A Caixa Econômica Federal anunciou na última segunda-feira (7), que vai financiar até 70% de imóveis usados através do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), para funcionários do setor privado. Já para quem trabalha no setor público a cota mudou de 60% para 80%. A medida foi divulgada pelo vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antonio de Souza.

Vale lembrar que em maio de 2015, o limite de financiamento para imóveis usados tinha sido reduzido pela instituição financeira, quando caiu de 80% para 50%. Na época, a Caixa divulgou que a medida era para estimular o crédito habitacional para moradias novas.

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Miriam Belchior, presidente da Caixa fez o anúncio sobre as mudanças no financiamento imobiliário (Foto: Luiz Prado/Agência Luz)

Além disso, Miriam Belchior, presidente da Caixa, anunciou a reabertura do financiamento do segundo imóvel, que vai funcionar com as mesmas condições de financiamento de um primeiro imóvel. Para quem não se lembra, essa linha de crédito estava fechada, e com essa alteração o cliente vai poder ter dois imóveis financiados ao mesmo tempo, ou até mesmo conseguir ganhar tempo para vender a primeira aquisição.
As mudanças no financiamento de imóveis tem como objetivo reaquecer a demanda e também retomar o crescimento imobiliário. Além dessas medidas, o banco anunciou o também aumento dos recursos para contratação do financiamento imobiliário.
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Tabela mostra como estava o limite de financiamento e como vai ficar (Foto: Divulgação/Caixa Econômica)
Fonte: ZAP em Casa  - Publicado por: Redação

Valor do m² se mantém estável em 2016

Índice FipeZAP mostra que o preço médio do m² acumula crescimento de apenas 0,04%, taxa muito inferior à inflação do período

O valor do m² anunciados nas 20 cidades em maio foi de R$ 7.639. Rio de Janeiro se manteve como a cidade com o m² mais caro do País (R$ 10.282), seguida por São Paulo (R$ 8.633). Já as cidades brasileiras com menor valor médio por m² entre as 20 cidades pesquisadas pelo Índice foram: Contagem (R$ 3.552) e Goiânia (R$ 4.245).

Segundo o relatório deste mês do FipeZAP, a média dos preços de imóveis apresentou variação de 0,07% entre o quarto e quinto mês do ano. Trata-se do mesmo valor registrado na passagem de março para abril, o que mostra que nos últimos meses o índice FipeZAP está mostrando estabilidade no preço médio do m². “O resultado desse mês mostra que continuamos em um cenário desafiador para preços imobiliários. Desde o começo do ano os preços praticamente não mudaram, o que significa que os imóveis estão subindo bem menos que a inflação. Essa é uma tendência que já dura mais de 1 ano”, segundo o economista do FipeZAP Raone Costa.

O Rio de Janeiro se mantém como a cidade com o m² mais caro do País (Foto: Reprodução/Shutterstock)


Quando analisadas individualmente, cinco das 20 cidades pesquisadas apresentaram variação negativa, enquanto outras 15 apresentaram elevação. Mesmo assim, vale ressaltar que em apenas quatro cidades (Salvador, Porto Alegre, Curitiba e Vitória) o aumento dos preços em maio superou a inflação esperada IPCA/IBGE (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo/ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o mesmo mês, segundo Boletim Focus do Banco Central do Brasil.
Nos últimos 12 meses, o Índice FipeZAP apresentou elevação acumulada de 0,11%, chegando assim a menor variação da série histórica nessa base de comparação. A inflação esperada para IPCA neste período foi de 9,06% e o preço médio anunciado do m² apresentou queda real de 8,21%. Todas as cidades brasileiras que compõem o índice registraram variação inferior à inflação esperada nos últimos 12 meses, sendo que em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife, Niterói e Distrito Federal, houve queda nominal.
Fonte: ZAP em Casa  - Publicado por: Redação

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Prédio francês de 17 andares lembra um pinheiro coberto de neve

Assinado por Sou Fujimoto, Nicolas Laisné e Manal Rachdi, prédio intensifica a ligação entre arquitetura e natureza.

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Obra dos arquitetos Sou Fujimoto, Nicolas Laisné e Manal Rachdi, o L’Arbre Blanc venceu a concorrência para integrar o projeto Folie Architecturale of the 21st Century. Trata-se de uma deliciosa loucura arquitetônica, patrocinada pela administração de Montpellier, na França. O prédio de 17 andares (10225 m²), que lembra um pinheiro coberto de neve, será erguido num parque próximo ao centro histórico da cidade e abrigará 120 apartamentos, restaurante, galeria de arte, escritórios e bar, com uma espetacular vista panorâmica: pode-se alcançar a paisagem montanhosa do Pic Saint-Loup, as margens do rio Lez, o skyline de Montpellier ou o mar.

Fonte: Arquitetura & Construção

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Os prós e contras de morar em um empreendimento multiúso

Veja as vantagens e desvantagens dos empreendimentos que combinam unidades residenciais e comerciais e avalie se eles combinam com o seu perfil.

Conjunto Nacional
Conjunto Nacional: Empreendimento na Avenida Paulista, em São Paulo, foi um dos pioneiros no conceito de multiúso no Brasil

Que tal ter uma padaria ou um shopping a poucos andares do seu apartamento e ir trabalhar de elevador? Nada mal, certo? Mas e se para ter tudo isso fosse preciso dar bom dia a um número muito maior de vizinhos e abrir mão de tirar o lixo de casa de pijama?
Essas são algumas das vantagens e desvantagens que o comprador deve observar ao pensar em morar em um empreendimento multiúso.
Também chamados de empreendimentos mistos ou mixed-use, eles incorporam na mesma área imóveis comerciais e residenciais, oferecendo uma vasta gama de serviços aos moradores e a possibilidade de morar e trabalhar em um mesmo lugar.
Tendência em outros países, como os Estados Unidos, os empreendimentos multiúso também estão sendo cada vez mais explorados pelas construtoras em cidades grandes do país, como São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo o outlet de imóveis RealtOn, em 2013 a procura por esse tipo de empreendimento no site cresceu 22%.
Um dos empreendimentos mais famosos de São Paulo, o Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista, é um dos pioneiros no conceito. Possui duas torres comerciais, um centro comercial e um residencial com 47 apartamentos.
Ele traz as principais características dos mixed-use, mas levadas ao extremo: ao mesmo tempo em que tem muita conveniência - com cinema, teatro, academia, 66 lojas e restaurantes -, os moradores dividem o condomínio com 413 estabelecimentos de médio porte, como consultórios, e 72 empresas de grande porte, resultando em uma circulação de 45 mil pessoas por dia.
Confira a seguir os principais prós e contras dos empreendimentos multiúso e avalie se eles seriam uma boa opção para você.
Prós
Conveniência
A maior vantagem de viver em um empreendimento com serviços é não precisar sair de casa para fazer comprinhas básicas e para usufruir de serviços como restaurante ou salão de beleza. “Para pessoas que moram sozinhas e casais que trabalham fora o dia todo serviço é algo que interessa muito”, afirma Rosely Schwartz, autora do livro “Revolucionando o Condomínio”, da editora Saraiva.
A conveniência tem sido reconhecida pelas construtoras como um atrativo muito valorizado por moradores mais jovens, da geração Y, que muitas vezes prezam mais pela vantagem de fazer tudo a pé do que pela privacidade.
“Esses empreendimentos podem ter desde concierge, serviços de motoboy, serviços de pequenos consertos, área de snacks, salão de beleza, personal trainer, lavanderia e até serviço de arrumação em alguns casos. Quase a totalidade de serviços da torre comercial pode ser usada para a área residencial”, afirma Rogério Santos, presidente executivo da RealtON.
Morar a poucos metros do trabalho
Ainda que algumas pessoas não suportem viver e morar em um mesmo ambiente, para quem convive diariamente com o trânsito das grandes cidades morar ao lado do trabalho se tornou um grande sonho.
“As pessoas querem permanecer menos tempo no trânsito mais do que morar em um imóvel muito espaçoso, esse é o maior luxo de todos”, afirma Rogério Santos.
Segundo ele, cerca de 25% a 30% dos moradores das unidades residenciais dos empreendimentos multiúso também são proprietários ou trabalham nas unidades comerciais do prédio.
Economia no deslocamento

Além da comodidade, com o menor deslocamento também é possível reduzir os gastos com a manutenção do carro, com combustível e estacionamento, sobretudo se o morador também trabalhar no empreendimento.
Contras
Incômodos causados pelas atividades comerciais
Se o empreendimento não tiver separação entre as áreas comerciais e residenciais, os moradores podem se deparar com situações desagradáveis. Se você morar em cima de um restaurante, o apartamento pode ficar com forte cheiro de fritura ou pior, alguns visitantes pequenos e indesejados podem brotar na sua casa.
Unidades menores
De acordo com o CEO da RealtON, em geral, os empreendimentos multiúso possuem unidades compactas. Voltados a moradores jovens, recém-casados e solteiros convictos, como explica Rogério Santos, o mais comum são unidades de um ou dois dormitórios. Portanto, espaço não é o forte desse tipo de empreendimento.
Menor privacidade
Com unidades menores e torres comerciais o número de moradores e o fluxo de pessoas é muito maior do que em um prédio residencial convencional. “Uma pessoa que vai morar em um condomínio desses deve ter consciência de que conviverá com outras pessoas, ela não pode encarar seu imóvel como uma residência isolada”, afirma Rosely Schwartz.
Apesar do maior fluxo de pessoas, segundo Rogério Santos, normalmente os prédios comerciais têm entradas diferentes dos residenciais. Portanto, o morador não corre o risco de entrar no elevador de chinelo e bermuda e encontrar um grupo de executivos engravatados.
Possibilidade de maiores custos
As unidades comerciais do empreendimento podem gerar maiores custos de manutenção do condomínio, além de elevar o consumo de água e energia. “Além dos custos de manutenção, os profissionais são mais qualificados, o empreendimento precisa de um zelador com mais conhecimento de informática, por exemplo, e o custo de pessoal pode encarecer muito a taxa de condomínio”, afirma Rosely.
Segundo ela, quando o custo é diluído entre muitas unidades ou quando as taxas condominiais das unidades residenciais são mais baixas do que as dos proprietários das unidades comerciais, o valor final pode ser menor. Por isso, é essencial checar com antecedência o modelo de cobrança.
“Eu recomendo que o comprador verifique o documento de convenção do condomínio, que é bastante importante principalmente para checar como será o rateio das despesas com elevador, manutenção da área de serviços e com funcionários e outras questões, como se a garagem será a mesma para clientes das lojas e moradores", diz Rosely.
Mesmo se o prédio estiver na planta já é possível consultar a minuta de convenção do condomínio, segundo Rosely, que é um pré-requisito para que o projeto seja aprovado na prefeitura e no cartório de registro de imóveis.
Por fim, além dos gastos maiores com o condomínio, como o perfil de comprador que tem capacidade de arcar com o custo desse tipo de imóvel pode ter uma renda um pouco mais alta, os preços dos serviços podem ser pressionados, o que prejudica os moradores menos abastados. 
Fonte: Exame

terça-feira, 15 de abril de 2014

Prédios abandonados em Lisboa atraem compradores

Cerca de 12.000 prédios estão em más condições ou em ruínas em Lisboa, cerca de 20 por cento do total, estima o Conselho da Cidade.

Região do Bairro Alto, em Lisboa

Ao longo da Avenida da Liberdade, em Lisboa, meia dúzia de prédios vazios estragam um bulevar com fileiras de jardins, calçadas com azulejos ornamentados e lojas de luxo, na que é considerada o Champs-Élysées da capital portuguesa.

Cerca de 12.000 prédios estão em más condições ou em ruínas em Lisboa, cerca de 20 por cento do total, estima o Conselho da Cidade. A cidade é uma das últimas capitais na Europa Ocidental com tantas estruturas vazias, disse Fernando Vasco Costa, diretor de consultoria na Jones Lang LaSalle Inc. em Lisboa.
“É no centro da cidade onde está a maior porcentagem de prédios vazios que precisam ser reabilitados”, disse Manuel Salgado, o vereador da cidade responsável pelo planejamento e a renovação urbana. Renovar os prédios e as áreas circundantes poderia custar até 8 bilhões de euros (US$ 11 bilhões), disse ele.
Agora, enquanto o país emerge de três anos de recessão, os funcionários da cidade estão fazendo algo para arrumar o centro de Lisboa. O programa “Reabilita Primeiro Paga Depois” da cidade levou à venda de mais de 50 prédios desde o começo de 2013 e isenções fiscais estão sendo oferecidas para melhorar as ofertas.
Os donos de muitos dos prédios vazios não podem custear as renovações após perderem os inquilinos quando Portugal começou a retirar os controles de aluguéis em 2012, conforme Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal. “Outras cidades europeias não têm esses prédios vazios que foram abandonados há tanto tempo pelas leis de controle de aluguéis”.
Exigência do resgate
Pôr fim aos controles de aluguéis foi uma condição de um pacote de resgate de 78 bilhões de euros da União Europeia e do FMI em 2011. Portugal saiu da sua recessão mais longa em pelo menos 25 anos no segundo trimestre do ano passado, e o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho está tentando recuperar o acesso completo aos mercados de dívida à medida que o final do resgate se aproxima no mês que vem.
Os limites aos aluguéis de propriedades comerciais e residenciais, em vigência há um século, faziam com que alguns inquilinos pagassem menos de 50 euros por mês, deixando que os centros das cidades de Portugal se desmoronassem, pois a renda dos alugueis não conseguia acompanhar os custos de manutenção. Os inquilinos começaram a fugir quando as regras começaram a ser retiradas.
Entre os prédios vazios de Lisboa há dúzias de palácios e antigas casas de famílias aristocráticas cujos herdeiros não podem concordar em relação ao que fazer com elas. O fundo Eastbanc Inc. do desenvolvedor Anthony Lanier investiu 50 milhões de euros para comprar 17 prédios, incluindo quatro palácios do século 19 no bairro Príncipe Real de Lisboa. O fundo investirá mais 50 milhões de euros para converter as propriedades em um hotel, apartamentos de luxo, lojas e cafés.
Os gastos em propriedades comerciais em Portugal triplicaram para 322 milhões de euros em 2013 frente a um ano atrás, segundo dados compilados pela Cushman Wakefield. As vendas de casas aumentaram 72 por cento no ano passado comparadas com 2012.
Investir em Portugal ainda é arriscado e alguns dizem que pôr fim aos controles de alugueis somente põe a economia em perigo. Romão Lavadinho, presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses, disse que eliminar os limites apresenta o risco de prejudicar as pequenas empresas, piorando a pobreza e deixando mais pessoas sem teto.
Interesse de bilionários
Isso não está reduzindo o interesse pelas propriedades de Lisboa. A matriz do bilionário alemão-americano Nicolas Berggruen disse no mês passado que planejava gastar até 300 milhões de euros em edifícios dilapidados em Lisboa.
O Deka Group, o maior administrador de fundos mútuos imobiliários da Alemanha, já possui sete propriedades na capital e nas áreas circundantes cotadas em 164 milhões de euros. A empresa comprou um prédio no ano passado que é alugado pelo serviço postal CTT-Correios de Portugal.
“Esses prédios abandonados são algo especial na Europa Ocidental e dão à Lisboa uma chance fantástica de renovar a cidade”, disse Stefan Scholl, diretor de aquisições e vendas da Deka na Europa.
Fonte: Exame

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Preços dos imóveis desaceleram pelo quarto mês seguido

Preços dos metros quadrados de imóveis à venda sobem menos que a inflação esperada em doze das 16 cidades monitoradas no mês de março



Porto Alegre: preços dos imóveis à venda na capital gaúcha caíram mais de 1% em março

São Paulo – Os preços dos imóveis brasileiros à venda continuam a desacelerar. Pelo quarto mês seguido, os valores dos imóveis anunciados subiram, em março, menos que ainflação esperada para o período.
Em doze das 16 cidades acompanhadas pelo Índice FipeZap – que acompanha os preços dos imóveis à venda pelo Brasil – os preços dos metros quadrados dos imóveis anunciados subiu menos que a inflação esperada de 0,84% para março.
Como resultado, a média nacional foi uma elevação de apenas 0,64% nos preços dos imóveis anunciados no mês passado. Em 12 meses, a alta foi de 12,9%.
Em duas capitais – Porto Alegre e Brasília – houve queda nos preços pedidos pelos vendedores de imóveis. Na capital gaúcha, a retração foi de 1,07%, enquanto que em Brasília, a redução foi de 0,07%.
No primeiro trimestre do ano, o Rio de Janeiro liderou as altas, como elevação de 3,35% nos preços exigidos pelos vendedores. Já São Paulo viu alta de 2,08% no período, em linha com a média das 16 cidades: 1,99%.
(*) Projeção do Boletim Focus do Banco Central
Fontes: Índice FipeZap e Banco Central

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Os bairros mais caros e baratos de Rio e São Paulo em 2013

Leblon continua a ser o bairro mais caro do Rio, enquanto que a Vila Nova Conceição mantém a liderança em São Paulo.

Jardim Paulistano
Jardim Paulistano: bairro nobre de São Paulo viu metro quadrado anunciado aumentar 31,1% em 2013

Em 2013, o Leblon, no Rio de Janeiro, continuou sendo o bairro mais caro do Brasil, com um preço de metro quadrado de 21.963 reais para os imóveis anunciados para venda, de acordo com o Índice FipeZap.
O preço do metro quadrado anunciado do bairro mais caro de São Paulo - que continua a ser a Vila Nova Conceição - é equivalente a pouco mais da metade desse valor: 13.599 reais.
Já o bairro carioca com imóveis à venda mais baratos, a Pavuna, fechou 2013 com metro quadrado anunciado de apenas 2.203 reais. Enquanto isso, o bairro paulistano mais barato, Arthur Alvim, tem metro quadrado anunciado de 3.456 reais.
Veja nas tabelas os preços dos metros quadrados médios dos imóveis à venda nos bairros mais caros e mais baratos de ambas as capitais, de acordo com o Índice FipeZap de dezembro.
São Paulo
Metros quadrados mais caros
BairroRegiãoPreço do metro quadrado (R$)
Vila Nova ConceiçãoZona Centro-Sul13.599
Jardim PaulistanoZona Oeste12.818
Itaim BibiZona Oeste11.212
Jardim EuropaZona Oeste11.091
IbirapueraZona Centro-Sul10.938
Fonte: Índice FipeZap
Metros quadrados mais baratos
BairroRegiãoPreço do metro quadrado (R$)
Arthur AlvimZona Leste3.456
ItaqueraZona Leste3.787
São Miguel PaulistaZona Leste3.799
Vila JacuíZona Leste3.938
São MateusZona Leste3.984
Fonte: Índice FipeZap
Preço médio do metro quadrado: 7.815 reais
Índice FipeZap em 2013: 13,9%
Rio de Janeiro
Metros quadrados mais caros
BairroRegiãoPreço do metro quadrado (R$)
LeblonZona Sul21.963
IpanemaZona Sul19.818
LagoaZona Sul16.858
GáveaZona Sul15.969
Jardim BotânicoZona Sul15.732
Fonte: Índice FipeZap
Metros quadrados mais baratos
BairroRegiãoPreço do metro quadrado (R$)
PavunaZona Norte2.203
GuadalupeZona Norte2.694
CordovilZona Norte2.794
Marechal HermesZona Norte2.803
BenficaZona Norte2.804
Fonte: Índice FipeZap
Preço médio do metro quadrado: 9.937 reais
Índice FipeZap em 2013: 15,2%
O ranking carioca dos cinco bairros com imóveis à venda mais caros permanece o mesmo do fim de 2012. Contudo, os preços se elevaram em todos eles.
No Leblon, a alta no preço médio do metro quadrado anunciado foi de 11,2% em 2013. Em Ipanema, foi de 13,9%; na Lagoa, foi de 14,6%; na Gávea, de 13,3%; e no Jardim Botânico, de 14,1%.
Em São Paulo, apenas Vila Nova Conceição, Ibirapuera e Jardim Paulistano permaneceram no ranking, sendo que os dois primeiros bairros eram avaliados juntos no fim de 2012.
A alta na Vila Nova Conceição foi de 19,8%, enquanto que no Jardim Paulistano, o metro quadrado anunciado médio aumentou 31,1%.
No outro extremo dos rankings também houve valorização. De acordo com Eduardo Zylberstajn, coordenador do Índice FipeZap, em São Paulo e no Rio de Janeiro a valorização dos imóveis à venda foi puxada pelo aumento dos preços nas regiões mais periféricas.
Dos bairros mais baratos de São Paulo, permaneceram no ranking de 2013 apenas Arthur Alvim e São Miguel Paulista, que registraram, respectivamente, valorizações de 11,1% e 13,7%.
No Rio de Janeiro, somente a Pavuna permaneceu no ranking dos mais baratos, tendo valorizado 23,5%.
Fonte: Exame