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sábado, 4 de junho de 2016

Caixa Econômica aumenta para 70% financiamento de imóveis usados

Já para quem trabalha no setor público, valor pode chegar a 80%

A Caixa Econômica Federal anunciou na última segunda-feira (7), que vai financiar até 70% de imóveis usados através do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), para funcionários do setor privado. Já para quem trabalha no setor público a cota mudou de 60% para 80%. A medida foi divulgada pelo vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antonio de Souza.

Vale lembrar que em maio de 2015, o limite de financiamento para imóveis usados tinha sido reduzido pela instituição financeira, quando caiu de 80% para 50%. Na época, a Caixa divulgou que a medida era para estimular o crédito habitacional para moradias novas.

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Miriam Belchior, presidente da Caixa fez o anúncio sobre as mudanças no financiamento imobiliário (Foto: Luiz Prado/Agência Luz)

Além disso, Miriam Belchior, presidente da Caixa, anunciou a reabertura do financiamento do segundo imóvel, que vai funcionar com as mesmas condições de financiamento de um primeiro imóvel. Para quem não se lembra, essa linha de crédito estava fechada, e com essa alteração o cliente vai poder ter dois imóveis financiados ao mesmo tempo, ou até mesmo conseguir ganhar tempo para vender a primeira aquisição.
As mudanças no financiamento de imóveis tem como objetivo reaquecer a demanda e também retomar o crescimento imobiliário. Além dessas medidas, o banco anunciou o também aumento dos recursos para contratação do financiamento imobiliário.
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Tabela mostra como estava o limite de financiamento e como vai ficar (Foto: Divulgação/Caixa Econômica)
Fonte: ZAP em Casa  - Publicado por: Redação

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Os prós e contras de morar em um empreendimento multiúso

Veja as vantagens e desvantagens dos empreendimentos que combinam unidades residenciais e comerciais e avalie se eles combinam com o seu perfil.

Conjunto Nacional
Conjunto Nacional: Empreendimento na Avenida Paulista, em São Paulo, foi um dos pioneiros no conceito de multiúso no Brasil

Que tal ter uma padaria ou um shopping a poucos andares do seu apartamento e ir trabalhar de elevador? Nada mal, certo? Mas e se para ter tudo isso fosse preciso dar bom dia a um número muito maior de vizinhos e abrir mão de tirar o lixo de casa de pijama?
Essas são algumas das vantagens e desvantagens que o comprador deve observar ao pensar em morar em um empreendimento multiúso.
Também chamados de empreendimentos mistos ou mixed-use, eles incorporam na mesma área imóveis comerciais e residenciais, oferecendo uma vasta gama de serviços aos moradores e a possibilidade de morar e trabalhar em um mesmo lugar.
Tendência em outros países, como os Estados Unidos, os empreendimentos multiúso também estão sendo cada vez mais explorados pelas construtoras em cidades grandes do país, como São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo o outlet de imóveis RealtOn, em 2013 a procura por esse tipo de empreendimento no site cresceu 22%.
Um dos empreendimentos mais famosos de São Paulo, o Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista, é um dos pioneiros no conceito. Possui duas torres comerciais, um centro comercial e um residencial com 47 apartamentos.
Ele traz as principais características dos mixed-use, mas levadas ao extremo: ao mesmo tempo em que tem muita conveniência - com cinema, teatro, academia, 66 lojas e restaurantes -, os moradores dividem o condomínio com 413 estabelecimentos de médio porte, como consultórios, e 72 empresas de grande porte, resultando em uma circulação de 45 mil pessoas por dia.
Confira a seguir os principais prós e contras dos empreendimentos multiúso e avalie se eles seriam uma boa opção para você.
Prós
Conveniência
A maior vantagem de viver em um empreendimento com serviços é não precisar sair de casa para fazer comprinhas básicas e para usufruir de serviços como restaurante ou salão de beleza. “Para pessoas que moram sozinhas e casais que trabalham fora o dia todo serviço é algo que interessa muito”, afirma Rosely Schwartz, autora do livro “Revolucionando o Condomínio”, da editora Saraiva.
A conveniência tem sido reconhecida pelas construtoras como um atrativo muito valorizado por moradores mais jovens, da geração Y, que muitas vezes prezam mais pela vantagem de fazer tudo a pé do que pela privacidade.
“Esses empreendimentos podem ter desde concierge, serviços de motoboy, serviços de pequenos consertos, área de snacks, salão de beleza, personal trainer, lavanderia e até serviço de arrumação em alguns casos. Quase a totalidade de serviços da torre comercial pode ser usada para a área residencial”, afirma Rogério Santos, presidente executivo da RealtON.
Morar a poucos metros do trabalho
Ainda que algumas pessoas não suportem viver e morar em um mesmo ambiente, para quem convive diariamente com o trânsito das grandes cidades morar ao lado do trabalho se tornou um grande sonho.
“As pessoas querem permanecer menos tempo no trânsito mais do que morar em um imóvel muito espaçoso, esse é o maior luxo de todos”, afirma Rogério Santos.
Segundo ele, cerca de 25% a 30% dos moradores das unidades residenciais dos empreendimentos multiúso também são proprietários ou trabalham nas unidades comerciais do prédio.
Economia no deslocamento

Além da comodidade, com o menor deslocamento também é possível reduzir os gastos com a manutenção do carro, com combustível e estacionamento, sobretudo se o morador também trabalhar no empreendimento.
Contras
Incômodos causados pelas atividades comerciais
Se o empreendimento não tiver separação entre as áreas comerciais e residenciais, os moradores podem se deparar com situações desagradáveis. Se você morar em cima de um restaurante, o apartamento pode ficar com forte cheiro de fritura ou pior, alguns visitantes pequenos e indesejados podem brotar na sua casa.
Unidades menores
De acordo com o CEO da RealtON, em geral, os empreendimentos multiúso possuem unidades compactas. Voltados a moradores jovens, recém-casados e solteiros convictos, como explica Rogério Santos, o mais comum são unidades de um ou dois dormitórios. Portanto, espaço não é o forte desse tipo de empreendimento.
Menor privacidade
Com unidades menores e torres comerciais o número de moradores e o fluxo de pessoas é muito maior do que em um prédio residencial convencional. “Uma pessoa que vai morar em um condomínio desses deve ter consciência de que conviverá com outras pessoas, ela não pode encarar seu imóvel como uma residência isolada”, afirma Rosely Schwartz.
Apesar do maior fluxo de pessoas, segundo Rogério Santos, normalmente os prédios comerciais têm entradas diferentes dos residenciais. Portanto, o morador não corre o risco de entrar no elevador de chinelo e bermuda e encontrar um grupo de executivos engravatados.
Possibilidade de maiores custos
As unidades comerciais do empreendimento podem gerar maiores custos de manutenção do condomínio, além de elevar o consumo de água e energia. “Além dos custos de manutenção, os profissionais são mais qualificados, o empreendimento precisa de um zelador com mais conhecimento de informática, por exemplo, e o custo de pessoal pode encarecer muito a taxa de condomínio”, afirma Rosely.
Segundo ela, quando o custo é diluído entre muitas unidades ou quando as taxas condominiais das unidades residenciais são mais baixas do que as dos proprietários das unidades comerciais, o valor final pode ser menor. Por isso, é essencial checar com antecedência o modelo de cobrança.
“Eu recomendo que o comprador verifique o documento de convenção do condomínio, que é bastante importante principalmente para checar como será o rateio das despesas com elevador, manutenção da área de serviços e com funcionários e outras questões, como se a garagem será a mesma para clientes das lojas e moradores", diz Rosely.
Mesmo se o prédio estiver na planta já é possível consultar a minuta de convenção do condomínio, segundo Rosely, que é um pré-requisito para que o projeto seja aprovado na prefeitura e no cartório de registro de imóveis.
Por fim, além dos gastos maiores com o condomínio, como o perfil de comprador que tem capacidade de arcar com o custo desse tipo de imóvel pode ter uma renda um pouco mais alta, os preços dos serviços podem ser pressionados, o que prejudica os moradores menos abastados. 
Fonte: Exame

terça-feira, 15 de abril de 2014

Prédios abandonados em Lisboa atraem compradores

Cerca de 12.000 prédios estão em más condições ou em ruínas em Lisboa, cerca de 20 por cento do total, estima o Conselho da Cidade.

Região do Bairro Alto, em Lisboa

Ao longo da Avenida da Liberdade, em Lisboa, meia dúzia de prédios vazios estragam um bulevar com fileiras de jardins, calçadas com azulejos ornamentados e lojas de luxo, na que é considerada o Champs-Élysées da capital portuguesa.

Cerca de 12.000 prédios estão em más condições ou em ruínas em Lisboa, cerca de 20 por cento do total, estima o Conselho da Cidade. A cidade é uma das últimas capitais na Europa Ocidental com tantas estruturas vazias, disse Fernando Vasco Costa, diretor de consultoria na Jones Lang LaSalle Inc. em Lisboa.
“É no centro da cidade onde está a maior porcentagem de prédios vazios que precisam ser reabilitados”, disse Manuel Salgado, o vereador da cidade responsável pelo planejamento e a renovação urbana. Renovar os prédios e as áreas circundantes poderia custar até 8 bilhões de euros (US$ 11 bilhões), disse ele.
Agora, enquanto o país emerge de três anos de recessão, os funcionários da cidade estão fazendo algo para arrumar o centro de Lisboa. O programa “Reabilita Primeiro Paga Depois” da cidade levou à venda de mais de 50 prédios desde o começo de 2013 e isenções fiscais estão sendo oferecidas para melhorar as ofertas.
Os donos de muitos dos prédios vazios não podem custear as renovações após perderem os inquilinos quando Portugal começou a retirar os controles de aluguéis em 2012, conforme Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal. “Outras cidades europeias não têm esses prédios vazios que foram abandonados há tanto tempo pelas leis de controle de aluguéis”.
Exigência do resgate
Pôr fim aos controles de aluguéis foi uma condição de um pacote de resgate de 78 bilhões de euros da União Europeia e do FMI em 2011. Portugal saiu da sua recessão mais longa em pelo menos 25 anos no segundo trimestre do ano passado, e o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho está tentando recuperar o acesso completo aos mercados de dívida à medida que o final do resgate se aproxima no mês que vem.
Os limites aos aluguéis de propriedades comerciais e residenciais, em vigência há um século, faziam com que alguns inquilinos pagassem menos de 50 euros por mês, deixando que os centros das cidades de Portugal se desmoronassem, pois a renda dos alugueis não conseguia acompanhar os custos de manutenção. Os inquilinos começaram a fugir quando as regras começaram a ser retiradas.
Entre os prédios vazios de Lisboa há dúzias de palácios e antigas casas de famílias aristocráticas cujos herdeiros não podem concordar em relação ao que fazer com elas. O fundo Eastbanc Inc. do desenvolvedor Anthony Lanier investiu 50 milhões de euros para comprar 17 prédios, incluindo quatro palácios do século 19 no bairro Príncipe Real de Lisboa. O fundo investirá mais 50 milhões de euros para converter as propriedades em um hotel, apartamentos de luxo, lojas e cafés.
Os gastos em propriedades comerciais em Portugal triplicaram para 322 milhões de euros em 2013 frente a um ano atrás, segundo dados compilados pela Cushman Wakefield. As vendas de casas aumentaram 72 por cento no ano passado comparadas com 2012.
Investir em Portugal ainda é arriscado e alguns dizem que pôr fim aos controles de alugueis somente põe a economia em perigo. Romão Lavadinho, presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses, disse que eliminar os limites apresenta o risco de prejudicar as pequenas empresas, piorando a pobreza e deixando mais pessoas sem teto.
Interesse de bilionários
Isso não está reduzindo o interesse pelas propriedades de Lisboa. A matriz do bilionário alemão-americano Nicolas Berggruen disse no mês passado que planejava gastar até 300 milhões de euros em edifícios dilapidados em Lisboa.
O Deka Group, o maior administrador de fundos mútuos imobiliários da Alemanha, já possui sete propriedades na capital e nas áreas circundantes cotadas em 164 milhões de euros. A empresa comprou um prédio no ano passado que é alugado pelo serviço postal CTT-Correios de Portugal.
“Esses prédios abandonados são algo especial na Europa Ocidental e dão à Lisboa uma chance fantástica de renovar a cidade”, disse Stefan Scholl, diretor de aquisições e vendas da Deka na Europa.
Fonte: Exame

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

7 coisas que pessoas de sucesso fazem antes do café da manhã



Escritora listou o que executivos de grandes empresas fazem enquanto quase todo mundo está dormindo:

Levantar da cama, escovar os dentes, tomar banho e se sentar para o café da manhã. Esses são os primeiros passos da rotina matinal da maior parte das pessoas. Mas não para os executivos de sucesso, de acordo com Laura Vanderkam, autora do livro "What the most successful people do before breakfast" (O que as pessoas mais bem-sucedidas fazem antes do café da manhã).

Segundo a especialista, profissionais bem-sucedidos têm muitos hábitos em comum. Ela chegou a essa conclusão após entrevistas com diretores de grandes empresas. Em artigo no site da revista Inc., Laura listou algumas das coisas que eles fazem antes da primeira refeição do dia:

1) Empreendedores de sucesso acordam bem cedo – Na composição de seu livro, Laura perguntou a 20 executivos a que horas eles costumam acordar. O resultado mostra que, de fato, Deus ajuda a quem cedo madruga: 90% deles acordam antes das 6 horas durante a semana. Por exemplo, a diretora-executiva da Pepsi, Indra Nooyi, acorda às 4h30. Indra, indiana radicada nos EUA, diz que gosta de trabalhar na tranquilidade da madrugada.

2) Muitos se exercitam – Laura Vanderkam descobriu que exercícios físicos fazem parte da agenda matinal de boa parte dos executivos de alto escalão. Alguns, como a diretora da Xerox, Ursula Burns, vai à academia para sessões de ginástica; outros, como Steve Murphy, da Christies, optam por ioga; outro exercício físico bastante realizado é a corrida: um dos adeptos é Frits van Paasschen, da rede de hotéis Starwood, que corre uma hora por dia a partir das 5h30.

3) E outros meditam – Em seu livro, Laura também conversou com pessoas que gostam de manter a mente sã. Para começar o dia de forma mais calma, alguns preferem ficar por um tempo em um local reservado e meditar. É o caso de Manisha Thakor, da startup MoneyZen, que faz uma sessão de meditação pela manhã, com exercícios de respiração e repetição de mantras.

4) Eles criam planos e estratégias – De acordo com a especialista, um dos hábitos matinais dos executivos é pensar no futuro da empresa, seja para o decorrer do dia ou no longo prazo. Os entrevistados planejam e traçam estratégias bem cedo porque, durante a manhã, eles estão menos estressados.

5) Eles checam o e-mail – Olhar a caixa de entrada nos primeiros minutos do dia é outra prática comum de pessoas de sucesso. Uma das entrevistadas de Laura foi a escritora Gretchen Rubin, que acorda às 6 horas e responde suas mensagens assim que sai da cama. De acordo com Gretchen, esse hábito faz com que assuntos prioritários comecem a ser resolvidos logo cedo.

6) Eles se informam – Saber o que está acontecendo no mundo pode gerar oportunidades de negócio. Por isso, executivos colocam o consumo de notícias entre suas prioridades durante a manhã. Jeff Immelt, diretor-executivo da GE, tem o hábito de ler jornal e assistir à televisão. Já o líder da Virgin nos EUA, David Cush, se informa do que está acontecendo no mundo enquanto se exercita: ele ouve rádio enquanto está na bicicleta ergométrica.

7) Eles trabalham em atividades prioritárias – As calmas horas da manhã são o momento ideal para trabalhar em um projeto importante, pois a cabeça está "mais fresca" e a chance de ser interrompido é menor.

Fonte: Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Crédito imobiliário deve crescer até 20% em 2014

Crédito imobiliário deve crescer até 20% em 2014

Expansão imobiliária será sustentada pelo apetite de bancos e recuperação de empresas de construção; veja mais

O presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Octávio de Lazari Junior, disse nesta terça-feira (03/13) que espera um crescimento de 15% a 20% nos financiamentos em 2014. “Prevemos um crescimento de 15%, que é uma perspectiva moderada. Eu acredito que avançaria até 20%”, disse.
Na avaliação do executivo, a expansão do crédito será sustentada pelo apetite dos bancos pela carteira imobiliária, associada à recuperação das empresas de construção e boas condições de emprego e renda da população. “A tendência é muito positiva”, acrescentou.
Lazari também reiterou a estimativa de que o crédito imobiliário para compra e construção de imóveis no País ultrapasse os R$ 100 bilhões em 2013. A projeção de alta é o equivalente a um crescimento na faixa dos 20% em relação a 2012, quanto totalizou R$ 82,76 bilhões. Os dados contabilizam apenas os financeiros cujos recursos provêm da poupança.
Entre janeiro e outubro, o crédito cresceu 34% ante o mesmo período do ano passado, atingindo R$ 88,0 bilhões, segundo Lazari. “É mais do que todo o ano de 2012″. Segundo o executivo, a concessão de financiamentos segue consistente para pessoas físicas.
Neste segmento, a alta acumulada no ano está na faixa de 40%, atingindo R$ 63 bilhões. Ele destacou, no entanto, a recuperação dos financiamentos para as empresas de construção, que fecharam o ano de 2012 em queda de 20% e nos primeiros dez meses de 2013 já subiram 19%. “Isso mostra capacidade de realização dos empreendedores brasileiros”, frisou.
O presidente da Abecip disse também que a fatia do crédito imobiliário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do País subiu para 8% no fim de outubro, ante patamar entre 5% e 6% em 2012. Na sua opinião, os financiamentos ainda têm condições para crescer frente à economia brasileira, e não há risco de bolha imobiliária.
“Quem fala de bolha é o pessoal de fora. Quando isso acontece, convidamos essas pessoas a vir ao Brasil, ver a situação de perto”, afirmou, explicando que a grande maioria dos compradores brasileiros adquire o imóvel para morar e não para especular como ocorreu em outros países.
Além disso, os financiamentos representam 62% do valor dos imóveis financiados aqui, enquanto nos países que enfrentaram bolhas chegavam a até 100%. Octávio de Lazari Junior foi reeleito para mais um mandato de dois anos à frente da Abecip. O executivo, proveniente do Bradesco, assumiu o comando da associação em 2011.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Por que o “Habite-se” pode demorar?


Por que o “Habite-se” pode demorar?

Legislação
Quantas vezes já ouvimos alguém argumentar que, a despeito de a obra ter sido concluída, ninguém pode usar o imóvel, pois “- O ‘Habite-se’ ainda não saiu!”. Afinal, por que essa certificação é tão importante? O “Habite-se” é um documento emitido pelas Prefeituras autorizando a ocupação e o uso de imóveis sob sua responsabilidade.
Parece um detalhe, mas essa é uma preocupação importante na hora da comprar um imóvel (Foto: Divulgação)
Isso ocorre, via de regra, apenas ao final da obra, concomitantemente ao “Auto de Conclusão” da mesma, e tais certificados atestam, conjuntamente, que a construção encontra-se em conformidade com a planta anteriormente aprovada pela mesma Prefeitura, a partir de um outro documento chamado “Alvará de Construção”. Sem o “Habite-se” e o “Auto de Conclusão”, o imóvel em que a obra foi realizada não pode ser considerado regular, apto à moradia, quando residencial, ou ao comércio, quando comercial. No caso dos imóveis comerciais especificamente, a inexistência do “Habite-se” impede até a emissão do alvará de funcionamento da atividade que no mesmo se pretenda exercer.
E por que, às vezes, esse documento demora? O primeiro motivo do atraso seriam as divergências encontradas entre a obra executada e a planta de construção previamente aprovada. Outro fator que explica o atraso na obtenção do “Habite-se” é o elevado número de obras que precisam ser vistoriadas em contrapartida ao diminuto ou insuficiente número de fiscais. Daí a importância de um investidor que queira construir, comprar um imóvel em construção ou até mesmo já pronto, exigir toda a documentação que comprove a aprovação do empreendimento pelas autoridades responsáveis, que em alguns casos envolve até órgãos ambientais, e, no caso de compra de um imóvel pronto, solicitar a sua planta aprovada, com o “Auto de Conclusão” e “Habite-se”. Na compra de imóveis na planta, a incorporadora e a construtora são responsáveis pela obtenção de tal documentação, imprescindível à regularidade da obra. Parece um detalhe, mas essa é uma preocupação importante na hora da comprar um imóvel.
*é advogado, sócio do escritório Araujo Silva, Prado Lopes Advogados
Fonte: Revista Zap

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Falta dinheiro? Refinanciar imóvel pode ser a solução

Falta dinheiro? Refinanciar imóvel pode ser a solução

Nesta modalidade, que ainda é pouca conhecida no Brasil, bancos emprestam até 50% do valor do imóvel
refinanciamento imobiliário, também conhecido como home equity, ou empréstimo com garantia de imóvel, é uma modalidade de crédito ainda pouco conhecida no Brasil.
Pesquisar e conversar diretamente com a instituição financeira pode ajudar o cliente a garantir a melhor condição (Fotos: Banco de Imagens / Think Stock)
O cliente pode alienar um imóvel residencial ou comercial – isto é, tomar um empréstimo dando sua propriedade como garantia – para levantar até 50% de seu valor com o banco. Os juros batem os do cheque especial, cartão de crédito e, na maioria dos casos, até as taxas cobradas num crédito consignado.
De acordo com Mois Jardim, da CHB Crédito, instituição financeira especializada em financiamento imobiliário, “a garantia do imóvel serve como um ‘seguro’ do banco e, com isso, a instituição financeira pode cobrar juros muito vantajosos”.
O empréstimo com garantia de imóvel é boa opção para quitar dívidas, levantar capital para reformas, viagens ou mesmo para empreender.
Jardim ainda afirma que o processo para liberar o dinheiro leva de 20 a 60 dias, dependendo da instituição financeira e da documentação do imóvel.

● Verificar se seu imóvel está regularizado em área urbanaConfira o passo a passo para refinanciar:
Apenas imóveis localizados em área urbana e devidamente regularizados podem servir como garantia para esse empréstimo. Verifique a documentação de seu imóvel antes de partir para o próximo passo.
● Conversar com bancos e pesquisar taxas
O perfil do tomador de crédito vai ser fundamental para definir taxas e prazos de pagamento. Pesquisar e conversar diretamente com a instituição financeira pode ajudar o cliente a garantir a melhor condição.
O empréstimo com garantia de imóvel é boa opção para quitar dívidas, levantar capital para reformas, viagens ou mesmo para empreender
● Análise do Crédito
O banco realiza a análise de crédito para checar as condições de pagamento do tomador e o prazo do empréstimo. Clientes com cujo nome já esteve ou ainda estiver cadastrado como inadimplente “na praça” também podem contratar o refinanciamento, desde que comprovem sua capacidade de pagamento.
● Avaliação do Imóvel e Análise Jurídica
Nesta fase, a instituição financeira avalia se, de fato, o preço do imóvel está de acordo com seu valor de mercado. Depois, toda a documentação é analisada e o dinheiro está pronto para ser liberado.

 Parceria - Adicionalmente ao financiamento à aquisição de imóveis, a mais comum modalidade de crédito imobiliário, está disponível o refinanciamento imobiliário, que permite ao proprietário de um imóvel quitado levantar recursos para uso livre com até 30 anos para pagar, com taxas de juros competitivas.
O Banco Pan é pioneiro em refinanciamento no mercado brasileiro e atua em todo o território nacional. Agora, com uma parceria inédita com o portal ZAP Imóveis, oferecerá a todos os vendedores de imóveis a alternativa de obterem recursos com o refinanciamento dos mesmos para atendimento de suas necessidades imediatas, enquanto não vendem o imóvel. Hoje, o Brasil vive um momento virtuoso com crescimento consistente do mercado imobiliário, com mais gente próxima da concretização do sonho da casa própria.
Fonte: Zap Imóveis

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Novos limites do FGTS não devem elevar preços dos imóveis

Novos limites do FGTS não devem elevar preços dos imóveis, diz sindicato

Na avaliação do Secovi-SP, o novo teto não inflacionará os preços no mercado imobiliário
Apesar das expectativas do mercado que o novo limite para a compra de imóveis com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) irá encarecer as unidades, o Secovi-SP (sindicato da habitação) descartou a possibilidade da alta nos preços neste momento.

O governo elevou o valor máximo de compra de imóveis com o FGTS para R$ 750 mil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal (Foto: Banco de Imagens / Think Stock)
Na avaliação do presidente da entidade, Claudio Bernardes, a mudança eliminará as restrições impostas à classe média brasileira e que o novo teto não inflacionará os preços no mercado imobiliário.
“Nos últimos cinco anos, e após longo período de represamento, os valores foram reajustados. Agora, porém, o setor já vem passando por uma zona de acomodação, sem tendência de altas significativas, mas alinhadas com a inflação. O atual limite do FGTS nada mais é do que uma adequação ao que acontece na prática, trazendo igualdade de oportunidades para as famílias de média renda”, afirmou, via nota.
No início do mês, o governo elevou o valor máximo de compra de imóveis com o fundo para R$ 750 mil, o qual passou a vigorar nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.
Já para os demais estados do Brasil, o limite aumentou para R$ 650 mil. A medida só vai valer para novos financiamentos.
Mesmo assim, o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emilio Kallas, justificou que não há razões para uma escalada de preços. “O mercado sabe que tem de ofertar unidades condizentes com o poder de compra da população”, analisou.

“Essa postura também será importante para inibir a especulação e o encarecimento dos terrenos, fator que está na raiz das fortes elevações, decorrentes de legislações urbanas restritivas e da obrigação de contrapartidas financeiras que oneram o custo final da habitação. Aliás, esperamos que tais problemas sejam atenuados na revisão do Plano Diretor Estratégico de São Paulo”, completou.Ainda segundo ele, é questão de bom senso conter aumentos indevidos e, assim, garantir maior volume de lançamentos e vendas, em bases saudáveis e sustentáveis.
O sindicato, no comunicado, acrescentou ainda que “os sucessivos aumentos dos custos de produção e a valorização dos terrenos ocorrida nas principais cidades do país impactaram duramente o custo final dos imóveis e, com isso, impediram o acesso à moradia por milhares de famílias que precisavam usar os recursos do FGTS para comprar sua unidade”.
Para a entidade, o teto de R$ 500 mil há tempos deixou de condizer com os valores praticados no mercado imobiliário brasileiro.
Fonte: Zap Imóveis

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Saques do FGTS para casa própria aumentam 21% no ano; veja regras

Os saques de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a compra da casa própria subiram 21% no primeiro semestre no confronto com o mesmo período em 2012, chegando a 732,5 mil, segundo dados da Caixa Econômica Federal, agente operadora do fundo.

Em valor, o aumento (16,6%) foi um pouco menor, atingindo R$ 4,853 bilhões.

As facilidades no acesso ao financiamento habitacional contribuíram para esse acréscimo, com redução na taxa de juros e alargamento dos prazos para pagamento.

O dinheiro pode ser usado na compra do imóvel, para reduzir as prestações do financiamento, para amortizar ou liquidar o saldo devedor, mas é preciso ficar atento aos períodos de carência. O montante só é liberado em intervalos de dois em dois anos.

Quem já teve uma moradia financiada pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação), que engloba os empréstimos para a compra de unidades até R$ 500 mil, pode usar o FGTS para adquirir um segundo imóvel desde que não esteja na mesma localidade: município ou região metropolitana (se houver).
Bancos e construtoras continuam pressionando o governo federal pela elevação desse teto para R$ 750 mil.

O principal argumento é permitir aos potenciais clientes da classe média acompanhar a disparada no preço das moradias, principalmente nas capitais.

O valor atual está congelado desde março de 2009. Até então, o limite era R$ 350 mil.

ACOMPANHAMENTO

O trabalhador pode acompanhar o saldo da conta pela internet, pelo celular, em uma das agências da Caixa ou receber em casa o extrato dos lançamentos realizados.

O dinheiro depositado todos os meses pelo empregador na conta do funcionário rende só 3% ao ano mais TR (Taxa Referencial). Portanto, é muito comum ficar abaixo da inflação (6,7% no acumulado dos últimos 12 meses), o que significa que o montante perde poder de compra ao longo do tempo.

Por isso, a dica de especialistas é que o dinheiro deve ser sacado na primeira oportunidade, o que pode ser feito também na demissão sem justa causa e na aposentadoria, por exemplo.

Editoria de Arte/Folhapress
(Clique aqui veja esta imagem em maior dimensão)

Governo elevará teto para compra do imóvel com FGTS



Visando estimular a economia e, principalmente, o setor de construção civil, o governo vai elevar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor máximo dos imóveis que o trabalhador pode comprar utilizando seu saldo do FGTS, tanto à vista como financiado dentro do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), que tem juros menores.

A medida inicialmente vai valer para alguns Estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Distrito Federal. Nos outros Estados, o valor máximo passará para R$ 650 mil.

Com novo teto do FGTS, cliente deve ficar atento a aumento no valor do imóvel.

A diferença no preço teto, segundo Julio Carneiro, chefe adjunto do departamento de regulação do sistema financeiro do Banco Central, existe porque nos Estados destacados o preço dos imóveis está mais alto.

Significa que os imóveis pagos com o FGTS, de maneira geral, devem ter o mesmo padrão em todo país.

"Houve um crescimento maior no preço dos imóveis nessas cidades, os custos estão maiores", disse.

A decisão e o anúncio foram feitos nesta segunda-feira (30) em reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional) e vinha sendo reivindicada por construtoras há mais de dois anos.

A alteração deve ser publicada amanhã, mesmo dia em que passa a valer a nova regra.

A última atualização do valor foi autorizada pelo governo em 2009, quando o teto passou de R$ 350 mil para R$ 500 mil.

"A decisão foi tomada porque consideramos esse o melhor momento. Esse limite está em vigor desde 2009 e nesse período teve alteração em alguns índices, como inflação e índice da construção civil", disse Julio Carneiro.

Ele informou também que não há, no momento, discussão para que a regra possa ser estendida às pessoas que compraram seus imóveis antes da aplicação da medida.
"O Ministério do Trabalho é o órgão curador do Fundo, eu não posso interpretar aqui como FGTS vai entender [a mudança de regras]", disse.

Julio Carneiro disse também que o governo não acredita que a medida vá causar uma aceleração no preço dos imóveis.

"Esse mercado acelerou muito rápido, mas agora cresce a um ritmo condizente com a economia. Acreditamos que não vai dar um boom, nem uma restrição. Vai manter a trajetória que está seguindo", explicou.

REGRAS

O FGTS só pode ser usado na compra de moradia na cidade ou região metropolitana onde o comprador já resida ou exerça a principal atividade profissional.
Outra regra importante é que a pessoa não pode ter outro financiamento imobiliário pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) no país, nem ser proprietário de imóvel na mesma cidade ou região metropolitana.
Além disso, o comprador precisa estar há mais de três anos sob o regime do FGTS --consecutivos ou não-- e o imóvel não pode ter sido objeto de aquisição com o fundo há menos de três anos.
Editoria de Arte/Folhapress

O dinheiro depositado todos os meses pelo empregador na conta do funcionário rende só 3% ao ano mais TR (Taxa Referencial). Portanto, é muito comum ficar abaixo da inflação (6,7% no acumulado dos últimos 12 meses), o que significa que o montante perde poder de compra ao longo do tempo.

Por isso, a dica de especialistas é que o dinheiro deve ser sacado na primeira oportunidade, o que pode ser feito também na demissão sem justa causa e na aposentadoria, por exemplo.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Vale á pena morar num Condomínio Club?

Empreendimento multifuncionais conhecidos como condomínio-clube têm diversas opções de lazer e serviços, mas a comodidade tem um preço.

conddJá faz algum tempo que, nas grandes cidades do país, não são apenas os clubes esportivos que reúnem piscinas, quadras poliesportivas, saunas, pista de cooper e academia em um mesmo local. O chamando condomínio-clube têm investido nesse tipo de estrutura, inclusive com o acréscimo de serviços como espaço gourmet, salão de beleza, brinquedoteca, entre outros. São os chamados empreendimentos imobiliários multifuncionais ou condomínios-clube.
Segundo o diretor de locação da Aabic (Associação dos Administradores de Bens Imóveis e Condomínios), Eduardo Zangari, a ideia é aliar qualidade de vida a segurança e lazer. “Numa cidade como São Paulo, em que temos problemas de segurança e locomoção, os condomínios-clube servem de opção para quem não consegue se deslocar até o clube ou academia, por exemplo, que nem sempre estão na rota do trabalho ou da própria residência”, comenta.
Nas grandes capitais brasileiras, esse novo conceito de imóvel tem alcançado destaque. “Morar em um ambiente que une segurança e inúmeras opções de lazer para crianças e adultos é um grande atrativo. O morador tem tudo à sua disposição e pode escolher o que melhor se adapta às suas necessidades”, afirma Zangari.
Custo benefício
As vantagens de um condomínio-clube são evidentes, mas será que vale a pena? O diretor de locação da Aabic explica que é preciso levar em consideração os cuidados com a manutenção e operação desses ambientes do empreendimento. “As pessoas têm que saber que esse tipo de condomínio exige mais atenção e cuidados, consequentemente, o total de despesas será maior. Por outro lado, como normalmente esses condomínios possuem muitas unidades, esse custo agregado é diluído, fazendo com que o valor de condomínio não sofra grande alteração”, diz Zangari.
Apesar de poder ter um valor acima da média, por conta das inúmeras opções de lazer, o condomínio-clube não é um luxo para poucos. Segundo o diretor, dentro deste perfil é possível encontrar apartamentos que custam a partir de R$ 130 mil – valor similar a outros imóveis tradicionais. “Outro ponto interessante é que esses ambientes permitem que você faça exercícios com seus filhos e realize mais atividades em família, além de economizar nas matrículas dos filhos no clube ou na academia, que tem um custo maior, e da logística exigida”, acrescenta Zangari.
Ainda, de acordo com o especialista, esse tipo de imóvel não é recente. “O sucesso do condomínio-clube não vem de hoje. Temos exemplos de condomínios que são referências há quase 30 anos”, diz. De acordo com estudo realizado no mercado de São Paulo por uma das associadas à Aabic, entre 2009 e 2011, o número de empreendimentos do tipo clube na capital e região metropolitana crescerá 114%, representando 18% do total de novos lançamentos imobiliários.
“Acredito no produto, principalmente nos dias de hoje, em que a sociedade está cada vez mais fechada e em uma cidade com as condições de São Paulo. Porém, uma barreira significativa para expansão desse produto é a oferta de grandes terrenos, que estão cada vez mais escassos”, finaliza Eduardo Zangari.


O que fazer quando o Síndico decide deixar o Cargo

Qualquer que seja o motivo da ausência do síndico, o condomínio deve tomar providência legal

indicoÉ comum, em vista de problemas particulares ou muitos aborrecimentos com funcionários e moradores no condomínio, que o síndico chegue à conclusão que está perdendo seu tempo, que não compensam o trabalho, os problemas, e resolva renunciar.
Como fazer no caso de renúncia, ou mesmo de falecimento do síndico?
Na hipótese de renúncia, deve ele redigir uma carta simples, e encaminhá-la à administradora do condomínio, apresentando-a e pedindo para ser convocada uma Assembléia Geral Extraordinária (AGE) para eleição de novo síndico, a fim de cumprir o restante do prazo do mandato.
Nessa AGE deve constar da Ordem do Dia a prestação de contas do período. O cargo de síndico é um mandato e, portanto, aplicam-se as disposições dos artigos 653 a 691 do Código Civil. O síndico é, pois, mandatário, representante do Condomínio, do qual, através da Assembléia Geral que o elegeu, recebe poderes para praticar atos ou administrar os interesses do condomínio.
Uma das causas de extinção do mandato é a renúncia, sendo recomendável que o renunciante prossiga na representação ao menos até a assembléia que deliberará sobre a eleição de seu sucessor, para que o condomínio não sofra qualquer prejuízo.
Vale destacar que não se trata de favor prestado aos condôminos, na medida em que o artigo 688 do Código Civil responsabiliza o mandatário renunciante pela indenização dos prejuízos causados, caso a inoportunidade da renúncia dificulte a escolha de procurador substituto: “A renúncia do mandato será comunicada ao mandante, que, se for prejudicado pela sua inoportunidade, ou pela falta de tempo, a fim de prover a substituição do procurador, será indenizado pelo mandatário, salvo se este provar que não podia continuar no mandato sem prejuízo considerável, e que não lhe era dado substabelecer?.
A lei 4.591/64, que regulava o condomínio em edificações, dispunha, no artigo 22, parágrafo 6º, que a convenção poderia prever a eleição de subsíndicos, definindo suas atribuições. O novo Código Civil, na parte que trata sobre os condomínios edilícios, nada diz a respeito.
Nos condomínios que têm subsíndico, normalmente está previsto, na convenção condominial, que ele substituirá o síndico na sua ausência, impedimento ou morte. É interessante que a substituição seja temporária, ou até o término do mandato do síndico, ou com a previsão de que deverá convocar AGE para eleição de novo síndico.
Mas há condomínios que não têm subsíndico. Como a lei atual não menciona a possibilidade de existência de subsíndico, então, quem convoca a assembléia?
Se consultarmos a lei, verificamos que as Assembléias Gerais Extraordinárias somente podem ser convocadas pelo síndico ou por 1/4 dos condôminos. As ordinárias, quando não convocadas, podem o ser pelo juiz, a requerimento de qualquer condômino. Mas é claro que é de interesse de todos os condôminos que o prédio não fique acéfalo. Nem poderia. Assim, não prevendo a convenção condominial de outra forma, é recomendável que a administradora do condomínio tome a iniciativa de convocar a AGE.
Poder-se-ia dizer que o Conselho Fiscal, cuja existência é facultativa pelo novo Código Civil, e tem a atribuição de dar parecer sobre as contas do síndico, deveria fazer a convocação. Mas também, teoricamente, não tem poderes para convocar, salvo se estiver previsto na convenção condominial.
Verifica-se, assim, que há uma lacuna na lei, com relação à renúncia ou morte do síndico. Portanto, se a convenção não estipular o que deve ser feito, deve ser usado o bom senso, que é a melhor forma de resolver a questão, porque é para o bem de todos, e com a convocação de Assembléia Geral, seja pela administradora do condomínio ou pelo conselho, ainda que inexistente previsão nesse sentido.
*Daphnis Citti de Lauro, advogado, é autor do livro “Condomínio: Conheça Seus Problemas” e sócio da Advocacia Daphnis Citti de Lauro e da Citti Assessoria Imobiliária (www.ocondominio.wordpress.com.br e www.dclauro.com.br).

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Acumular na poupança é o primeiro passo para ser milionário


Quanto mais grana as pessoas têm, mais procuram por formas de investimento complexas, certo? Nem sempre. Quem já atingiu o primeiro milhão no Brasil investe cada vez mais em uma das aplicações mais tradicionais do mercado financeiro: a poupança. De acordo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o número de cadernetas de poupança com mais de R$ 1 milhão cresceu 123,9% entre 2008 e 2012. Apesar de o rendimento ser maior em outras aplicações, o que conquista o investidor na poupança é a redução de riscos. Ou seja: quem já é rico ou pretende enriquecer, mas busca segurança. 
Com o aquecimento no mercado imobiliário nos últimos anos, economistas acreditam que a busca pela caderneta de poupança é um caminho natural. Por isso, as contas dos milionários passaram de 3.822, em 2008, para 8.556, em 2012. Como elas, a qualquer momento, o investidor pode, sem dores de cabeça, retirar seu dinheiro do banco e aplicar em um novo ativo. 

O educador financeiro Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro, explica que a poupança é conveniente para milionários porque é um investimento seguro, de fácil acesso e oferece isenção de Imposto de Renda (IR). Mas o fator cultural também pesa. "O brasileiro crê na caderneta de poupança e atinge o primeiro milhão por meio dela", afirma.
Os milionários que desejam aplicar em longo prazo e têm conhecimento de causa, no entanto, especialistas recomendam alternativas como fundos de investimento de renda fixa, cujas taxas de administração são maiores, mas garantem maior rentabilidade. Além disso, as novas regras para a caderneta estipuladas em maio de 2012 podem afastar os investidores da poupança, em longo prazo. Agora, a valorização pode mudar de acordo com a taxa de juros básica, a Selic. 
Cinco anos na caderneta
Para o educador financeiro Ronald Pantin Filho, da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), a poupança ainda atrai, principalmente, os novos milionários - que cresceram em número até 2011, impulsionados pelo crescente ritmo da economia até 2008. De acordo com o Relatório sobre a Riqueza Mundial 2013, desenvolvido pela Capgemini e pelo RBC Wealth Management, a quantidade de brasileiros milionários cresceu 0,2% em 2012, em relação ao ano anterior. 

Pantin Filho lembra que a base para acumular milhões é poupar com base em seus objetivos. "Qualquer um pode ser um milionário, desde que tenha determinação e paciência e guarde seu dinheiro com segurança", sugere o educador. Se houver perseverança, o montante passa a crescer a partir de cinco anos após a abertura da caderneta.